quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Seminário Estadual de Educação Ambiental/Pró-Sinos - Assembléia Legislativa


O Consórcio Pró-Sinos convida para participar do SEMINARIO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, que será realizado no dia 30 de setembro de 2011, das 8 às 17hs, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, (Praça Marechal Deodoro, nº101, Centro - Porto Alegre/RS).
As inscrições podem ser realizadas pelo telefone (51) 3575 3325 ou pelo site clicando aqui.
No dia 30, as inscrições poderão ser feitas no local do evento no periodo das 8 às 8:30hs.
Programação
Manhã:
• 8h às 9h – Credenciamento;
• 9h – Abertura;
• 9h10min – Vídeo Institucional do Pró-Sinos.
Tema: Desafios atuais da Educação Ambiental;
Mesa: Pró-Sinos, Agência Nacional de Águas - ANA, Ministério das Cidades e Ministério do Meio Ambiente – MMA.
• 10h30min às 10h45min – Intervalo;
• 11h30min – Espaço para Questionamentos;
• 12h – Almoço;
Tarde:
Tema: Troca de saberes na Educação Ambiental
• 14h – Apresentação do Programa de Educação Ambiental do Pró-Sinos;
• 15h – Apresentação da Educação Ambiental/Coletivo Educador/Agenda 21 – Itaipu Binacional;
• 15h45min – Apresentação do Programa de Educação Ambiental do Instituto Martin Pescador;
• 16h15min – Apresentação de experiências do Coletivo Educador do Alto Uruguai;
• 17h - Encerramento.

domingo, 25 de setembro de 2011

35ª Romaria da Terra será em Santo Cristo

"AGRICULTURA FAMILIAR CAMPONESA: VIDA COM SAÚDE!"

A COMISSÃO PASTORAL DA TERRA ao realizar a 35ª Romaria da Terra, no dia 21 de fevereiro de 2012no município de Santo Cristo/RS, num contexto agrícola predominantemente familiar, diz ser justo e pertinente enfocar a temática da agricultura familiar camponesa. Os diversos movimentos sociais atuantes e participantes do processo julgam procedente e oportuno contemplar a expressão "camponesa" presente e inclusa nos relatos bíblicos como um elemento central daqueles que cuidam do campo e em especial da Vida.
De outra maneira, é importante e necessário também, enfocar a questão das grandes barragens projetadas para a região do Grande Santa Rosa (Panambi em Alecrim) e Missões (Garrabi em Garruchos), como projeções de morte para o Rio Uruguai.
Sendo a Romaria da Terra um momento profético de denúncia e anúncio, estaremos oportunizando exemplos concretos que se traduzem em propostas de viabilidade da agricultura familiar camponesa como um espaço bom de viver com boa qualidade de vida sem o uso de venenos e químicos prejudiciais à Vida.
Acompanhe na página da Romaria da Terra, neste blog, as novas publicações sobre a 35ª Romaria da Terra (oração e textos de reflexão sobre o tema)

Vem chegando a Primavera


Che Guevara falou: “os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera”. Assim como o Verão, o Inverno e o Outono, a Primavera sempre volta, sem nunca ter nos deixado. Como o Sol que surge no horizonte, se alastra e depois se põe e no dia seguinte, mesmo as escondidas, lá está ele novamente cumprindo seu ritual de nascer e morrer, sem nunca deixar de viver. Assim é a vida. As flores que agora são flores virão a ser frutos e os frutos alimentam outros seres e guardam suas sementes que morrem para gerar vida que floresce. E quanto mais nos detemos a observar e compreender os mistérios da natureza, mais nos envolvemos em mistérios que se revelam e velam verdades tantas. Existem paisagens belas que são reveladas pela luz e outras, igualmente belas, são reveladas pela noite. E o que noite esconde, o dia desvela e o que o dia desfaz, a noite refaz.
Setembro está quase de partida, mas nos deixa, aqui no hemisfério Sul, de presente, a Primavera, a estação das flores e da unimultiplicidade das cores da vida. Bem-vinda a Primavera, ela que sempre vem prenunciada pelo majestoso cando do Sabiá.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hoje é o Dia da Árvore


21 de Setembro é o Dia da Árvore, mas não é o único dia para plantar e cuidar das árvores.
Plante no tempo certo e cuide sempre que sua árvore precisar de cuidados.
Leia mais..

terça-feira, 20 de setembro de 2011

1º Seminário Internacional Água e Transdisciplinaridade: para uma ecologia de saberes

Água e Transdisciplinaridade: 
para uma ecologia de saberes
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Data: 9, 10 e 11 de novembro de 2011
Local: Congresso Nacional e UnB
Realização e Coord.: CET-Água e Senado
Coordenação científica: UnB

O 1º Seminário Internacional Água e Transdisciplinaridade: para uma ecologia de saberes, será realizado em Brasília, no período de 9 a 11 de novembro de 2011 e tem como objetivo trazer ao debate a relação do homem com a água e expor estudos e práticas em curso, sob uma perspectiva transdisciplinar. O Centro de Estudo Transdisciplinar da Água (CET-Água), formado por dez instituições governamentais e não governamentais, entre elas a Agência Nacional de Águas (ANA), oferece 300 vagas, gratuitamente, para o evento.
O Seminário contará com mesas e oficinas que levarão ao público novos conhecimentos e pesquisas sobre a água, suas propriedades de retenção de informação, os caminhos de conservação ambiental, os desafios para a educação e para a promoção da saúde.
Leia mais no site da ANA (Agência Nacional de Águas)

Ibama/RS flagra novos desmatamentos no Bioma Mata Atlântica

Foto: Ibma
Na grande maioria, as matas nativas foram convertidas em lavouras temporárias e, em alguns casos, os desmatamentos foram seguidos da queima para eliminação dos resíduos dos desmates.
Por Maria Helena Firmbach Annes - Ibama

Durante sobrevôos realizados no período de 5 a 9/09, com a utilização do helicóptero Ibama-1, Agentes Ambientais Federais do Escritório Regional da Santa Maria identificaram 30 novos locais que apresentavam desmates recentes na Floresta Estacional Decidual do Bioma Mata Atlântica. Um terço deles no município de São Francisco de Assis (localizado a 427 quilômetros da Capital, na região central do Estado).
Segundo o chefe do Escritório, analista ambiental Tarso Isaia, na grande maioria as matas nativas foram convertidas em lavouras temporárias e em alguns casos os desmatamentos foram seguidos da queima para eliminação dos resíduos dos desmates, e as áreas estão prestes a serem preparadas para cultivos.
Além do município de São Francisco de Assis, também em Toropi e em Sinimbu foram flagrados desmatamentos recentes. No município de Pinhal Grande a ação fiscalizatória vistoriou um depósito de madeira de essências nativas com aproximadamente 50 m³ de pranchas e tábuas. Segundo Tarso Isaia a madeira não possui origem legal, fato que já está em fase de apuração pelo Escritório Regional.
Além destes novos casos de cortes de matas nativas no interior do Bioma Mata Atlântica somam-se diversas incidências de queimadas de campo, constatadas em áreas situadas no interior do Bioma Pampa, mais especificamente no município de São Sepé.
Depois da ação fiscalizatória com o uso do helicóptero, o Escritório Regional de Santa Maria deu início às ações de campo. No município de Toropi, aonde foram constatados diversos desmatamentos, foi autuado o responsável pelo corte ilegal de vegetação nativa em área aproximada de 1,8 ha, sendo aplicada multa de R$ 10.000,00 e embargo da área para atividade agrossilvopastoril. Em Pinhal Grande, foi notificado o proprietário do galpão no qual estão depositados os 50 m3 de madeira de essências nativas, para que comprove a origem legal da mesma.
Segundo Tarso Isaia, nos próximos dias serão visitadas outras localidades onde foram constatados novos casos de danos causados à vegetação natural do Bioma Mata Atlântica, dando seguimento à ação iniciada em 2010 com objetivo de estancar as ocorrências de práticas capazes de comprometer a integridade daquela porção do bioma em território gaúcho.

domingo, 18 de setembro de 2011

Diversificar propriedades e continuar dependentes?

Foto: Feira ecológica do grupo NAESC - Nucleo 
de Agricultores Ecologistas de Santa Cruz do Sul, 
Francisco Fritzen, agricultor ecologista da CPT.
Por Maurício Queiroz*
Atualmente se fala muito em diversificação da propriedade em nossa região e até pelo Brasil a fora. Concordo com a ideia de diversificar, mas com algumas observações que julgo importantes.
A agricultura desde sua origem foi diversificada. O camponês ou camponesa sempre fez policultura que é produção de vários tipos de alimentos em sua propriedade. Há 50 ou 60 anos deixaram de fazer policultura para adotar uma “agricultura moderna”, com monoculturas, venenos, sementes compradas de empresas, etc. De lá prá cá deixaram gradativamente de ser agricultores e passaram a ser produtores de produtos. Com isso foram ensinados a abandonarem a sabedoria e cultura milenar para serem agricultores “modernos”.
Atuo na região onde mais se planta fumo no mundo, a região de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Por aqui o discurso da diversificação da propriedade podemos dizer que virou moda. É discurso da indústria fumageira, de entidades sindicais, entidades que representam agricultores e também dos governos. Quem ouve pode até pensar que agora finalmente os agricultores vão melhorar. Mas eu estou preocupado, porque muitos agricultores estão “atolados”em dívidas e muitos fazem como no município de Amaral Ferrador, abandonam massivamente a roça para arriscar-se em qualquer outra coisa que não agricultura ou fazem como vários infelizmente fizeram na região, buscaram no suicídio uma saída.
Queria dizer que nos diferenciamos da “moda do discurso”por que quando falamos em diversificação nas propriedades estamos falando em agroecologia, em agricultura ecológica, pois não há agroecologia sem diversificação, sem policultura. Mas sobre tudo estamos falando em mudança de modelo de produção. Não admito a idéia que muitas vezes escuto por ai “diversificar a propriedade com fumo” “o fumo é um mal necessário”, ou seja, continua plantando fumo e plante mais alguma cultura, normalmente imposta como pacote de cima para baixo. Entendo perfeitamente que a mudança da noite para o dia não é possível, mas que isso não seja argumento para não fazer nada.
Quero que os agricultores participem do processo de discussão e construção de saídas e não que sejam meros espectadores. Quero que eles tenham o pleno direito de se arriscarem (como se arriscam quando abandonam a roça) a buscar alternativas, inclusive abandonar o plantio do fumo. Quero que os pequenos agricultores sejam respeitados. Nosso principal papel é encorajá-los e não amedrontá-los cada vez mais, como se tudo estivesse perdido e não há nada mais a fazer.
A meu ver a produção ecológica de alimentos é o caminho para os pequenos agricultores brasileiros. E isso significa organização em grupos ou movimento para ter mais voz e força. É autonomia e não dependência. É ter casa digna para morar e o sagrado direito a terra e água. É a relação direta com os trabalhadores da cidade através das feiras livres que proporciona à ambos um espaço rico de diálogo e trocas de experiências.
O que descrevi hoje é utopia, mas como diz Dom Pedro Casaldáliga “sem utopia não há crescimento”, é algo que perfeitamente podemos alcançar. Agricultores e agricultoras podem contar conosco!!!

*Maurício Queiroz é Técnico Agrícola do projeto social da Diocese de Santa Cruz do Sul e atuante na Pastoral da Terra (CPT) e dedicado ao trabalho de agroecologia.

Nota do MST: "O fim da ética da IstoÉ, a revista que vende reportagens por quilo"

Da Secretaria Nacional do MST
A revista IstoÉ publica na capa da edição desta semana um boné do MST bem velho e surrado, sob terras forradas de pedregulhos.
Decreta na capa “O fim do MST”, que teria perdido a base de trabalhadores rurais e apoio da sociedade.
Premissa errada, abordagem errada e conclusões erradas.

A mentira
A IstoÉ informa a seus leitores que há 3.579 famílias acampadas no Brasil, das quais somente 1.204 seriam do MST.
A revista mente ou equivoca-se fragorosamente. E a partir disso dá uma capa de revista.
Segundo a revista, o número de acampamentos do MST caiu nos últimos 10 anos. E teria chegado a apenas 1.204 famílias acampadas, em nove acampamentos em todo o país.
Temos atualmente mais de 60 mil famílias acampadas em 24 estados.
Levantamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aponta que há 156 mil famílias acampadas no país, somando todos os movimentos que lutam pela democratização da terra.
A revista tentou dar um tom de credibilidade com as visitas a uma região do Rio Grande do Sul, onde nasceu o Movimento, e ao Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
Se contasse apenas os acampados nessas duas regiões, chegariam a um número bem maior do que divulgou.
A reportagem poderia também ter ido à Bahia, por exemplo, onde há mais de 20 mil famílias acampadas que organizamos.
O repórter teve oportunidade de receber esses esclarecimentos e até a lista de acampamentos pelo país.
Mas não quis ou não fez questão, porque se negou a mandar as perguntas por e-mail para o nosso setor de comunicação.
Outra forma seria perguntar para o Incra ou pesquisar no cadastro do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).
Tampouco isso a IstoÉ fez.
Se foi um erro, além de incompetente, a direção da IstoÉ é irresponsável ao amplificá-lo na capa da revista.
Se não foi um erro, há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia, como escreveu William Shakespeare.

O desvio
A IstoÉ se notabilizou nos últimos tempos nos meios jornalísticos como uma revista venal. A revista é do tipo “pagou, levou”. Tanto é que tem o apelido de "QuantoÉ".
Governos, empresas, partidos, entidades de classe, igrejas (vejam a capa da semana anterior) compram matérias e capas da revista. E pagam por quilo, pelo “peso” da matéria.
A matéria da IstoÉ não é fruto de um trabalho jornalístico, mas de interesses de setores que são contra os movimentos sociais e a Reforma Agrária.
Não é de se impressionar uma vez que a revista abandonou qualquer compromisso com jornalismo sério com credibilidade, virando um “ativo” para especuladores.
Nelson Tanure e Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, banqueiro marcado por casos de corrupção, disputaram a compra da revista em 2007.
Com o que esses tipos têm compromisso? Com o dinheiro deles.

Reação do latifúndio
A matéria é uma reação à nossa jornada de lutas de agosto.
Foram mobilizados mais de 50 mil trabalhadores rurais, em 20 estados.
Um acampamento em Brasília, com 4 mil trabalhadores rurais, fez mobilizações durante uma semana e ocupou o Ministério da Fazenda para cobrar medidas para avançar a Reforma Agrária.
A jornada foi vitoriosa e demonstrou a representatividade social e a solidez das nossas reivindicações na luta pela Reforma Agrária.
O governo dobrou o orçamento para a desapropriação de terras para assentar 20 mil famílias até o final do ano, liberou o orçamento para cursos para trabalhadores Sem Terra, anunciou a criação de um programa de alfabetização e a criação de um programa de agroindústrias.
Interesses foram contrariados e se articularam para atacar o nosso Movimento e a Reforma Agrária. Para isso, usam a imprensa venal para alcançar seus objetivos.
Os resultados da jornada e a reação do latifúndio do agronegócio, por meio de uma revista, apenas confirmam que o MST é forte e representa uma resistência à transformação do Brasil numa plataforma transnacional de produção de matéria-prima para exportação e à contaminação das lavouras brasileiras pela utilização excessiva de agrotóxicos.
A luta vai continuar até a realização da Reforma Agrária e a consolidação de um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, no desenvolvimento do meio rural, na produção de alimentos para o povo brasileiro sem agrotóxicos por meio da agroecologia.
Texto extraído do site do MST (www.mst.org.br)

sábado, 17 de setembro de 2011

18ª Romaria das Águas


18ª  ROMARIA  DAS  ÁGUAS 
Água: Bem público e Direito Universal 
A Romaria das Águas não acontece em apenas um dia. Ela culmina em 12 de Outubro em Porto Alegre, mas a imagem da Senhora das Águas percorre diversas cidades do Estado na coleta de água das nascentes. Fazendo um roteiro de coleta, a Romaria acontece num longo processo de educação ambiental e campanha pela preservação e respeito para com as águas e o meio ambiente. No dia 12 de Outubro ocorre a procissão fluvial, com o encontro das Águas no Guaúiba em Porto Alegre. Este ano é a 18ª edição da Romaria que iniciou com a devoção de catadores nas Ilhas do Guaíba, quando encontraram junto ao "lixo" a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A imagem estava quebrada, mas colaram, prepararam um altar, ascenderam velas e rezaram para a Mãe e Senhora das Águas que hoje reúne pessoas de diversas religiões e denominações religiosas, mas, com um único objetivo: preservar a vida que Deus criou.. 

Programação:
12 de outubro de 2011
PROGRAMAÇÃO:
Procissão Fluvial
8h às 9h: Concentração dos barcos
Local: Estaleiro da Ilha da Pintada
9 horas: Saída do barco de passageiros da Usina do Gasômetro em direção a Ilha da Pintada.
9h 30min: Saída da Ilha da Pintada com a “Senhora das Águas”.
10h 30min: Chegada da Imagem da “Senhora das Águas na Usina do Gasômetro – POA.
Logo em seguida – 
CULTO MACROECUMÊNICO
12 horas: Almoço – Peixe na taquara
13h 30min: Momento artístico à “Senhora das Águas”. – Músicas da Fonte – Antônio Gringo e conjunto.
14h 45min: Axé Jovem – FAUERS
15h 10min:  Mitologia Africana – 
Eduardo Branca
15h 50min: Tribuna Ecológica – Falas entremeadas de músicas, danças, encenações.
16h 30min: Cerimônia do envio, COMPROMISSO com o RITO da purificação das Águas.
PLANETA ÁGUA: NOSSA CASA e NOSSA VIDA 
Povo sábio não abre mão do controle da água que sustenta sua vida.
Acompanhe a programação no blog da Romaria das Águas :www.romariadasaguasguaiba.blogspot.com
18ª  ROMARIA  DAS  ÁGUAS
Água: Bem público e Direito Universal

União pode perder um milhão de km2 de áreas alagáveis com aprovação do Código Florestal

O alerta é do vice-presidente da SBPC, Ennio Candotti, também diretor do Museu da Amazônia.

Por Viviane Monteiro - Jornal da Ciência
A União pode perder quase um milhão de km2 de áreas alagáveis do País se for aprovada a atual versão do Código Florestal em que tramita no Senado Federal. Essa área representa mais de 10% de extensão territorial do Brasil, de 8,5milhões de km2. O alerta é do vice-presidente da SBPC, Ennio Candotti, também diretor do Museu da Amazônia. Ele assegura que, pela Constituição Federal, são terrenos da União "os leitos dos rios" sobre os quais a legislação estende até a suas margens em cheia (a média das cinco maiores enchentes) acrescidos de uma faixa de 15 metros de largura de cada lado. É a partir dessas margens que as Áreas de Proteção Permanente (APPs) deveriam ser estabelecidas, segundo Candotti.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Marta, Maria, Matilde.

Encontro da Mística Feminina organizado pela Matilde
Duas amigas de Jesus, as irmãs de Lázaro, Marta e Maria são consideradas personagens bíblicas muito importantes, são dois espelhos para a vida cristã, dois modelos de discípulas de Jesus. Maria foi aquela que “sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando as suas palavras” (Lucas 10:39). E Marta foi quem proferiu, talvez antes de Pedro, a fé em Jesus como “o Messias, o Filho de Deus que devia vir a este mundo” (João 11:27).

Essas duas amigas de Jesus servem como referência para a nossa vida de hoje. Mas, quero falar em três importantes amigas de Jesus: as irmãs Marta e Maria da Bíblia e a Matilde, que também é amiga de Jesus, uma personagem viva da vida de hoje, da vida iluminada pela Bíblia. Quero falar da professora universitária, que prefere ser chamada de educadora popular, talvez porque professora ela foi por um tempo, mas educadora do povo, uma vida inteira. Quero falar de Matilde Cecchin, a mana do Irmão Antônio Cechin. Ela é uma das pessoas indicadas para o “Prêmio Betinho Atitude Cidadã 2011”. Mas, meu objetivo não é convencer ninguém a votar nela, porque sei que Matilde receberá muitos e muitos votos por ela própria, por seu extraordinário exemplo de vida. Com estas palavras, apenas quero manifestar admiração, respeito e carinho por alguém que, silenciosamente, faz uma verdadeira revolução.
É natural que a maioria das pessoas conheça mais o nome de Irmão Antônio Cechin, porque sua vida foi marcada por muitos episódios fortes. Mas ao seu lado, ele sempre teve uma presença de força terna, de mãe e irmã, através da sua “mana Matilde”, como costuma chama-la. Irmão Antônio, o Tonico, na expressão carinhosa da mana Matilde, sempre expressou a importância singular de sua irmã em todos os momentos de sua vida, seja no trabalho, na criatividade, na convivência, no exemplo, no cotidiano de quem vive em defesa da Vida.
Sabemos que todo o bem que Matilde fez ao seu irmão, perseguido, preso e torturado pela Ditadura Militar, foi alimento para que ela se tornasse cada vez mais uma pessoa livre e capaz de servir e amar os pobres. E foi com sua mana Matilde, que o irmão marista, Antônio Cechin, decidiu consagrar sua vida e viver o batismo em comunidade, servindo aos últimos da sociedade. Foram para a periferia de Canoas, onde deram início a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s). E através dos catadores, levaram a ecologia para dentro da Igreja. Juntos, em Canoas e depois nas Ilhas do Guaíba e em outras periferias de Porto Alegre, fizeram um trabalho fantástico de libertação e empoderamento do povo empobrecido, especialmente as mulheres, negros, índios e jovens. E hoje, ambos continuam firmes na luta, tentando garantir dignidade e direitos aos últimos da sociedade, aqueles que vivem do “lixo”, do que lhes sobrou.
Matilde é uma pessoa de atitude cidadã e a sua especialidade é a educação, tendo sido pioneira na catequese libertadora. Mas, o seu sacerdócio - dom sagrado - de educadora se realiza partejando os saberes dos pobres, tornando-os mais livres, conscientes e sabedores da verdade, sabedores da grande verdade de que eles realmente são capazes. Matilde é uma verdadeira educadora, porque possui o mais magnífico dom da educação, que é a humildade.
Por isso e por muito mais, eu já votei. E para quem conhece Matilde Cecchin, indico o site do “Prêmio Betinho Atitude Cidadã” 
(www.coepbrasil.org.br/premiobetinho)

Pilato Pereira
Pastoral da Ecologia RS

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A TERRA É NOSSA IRMÃ

Única fotografia conhecida do Chefe Seattle, de 1860
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sealth
(Carta do Chefe Seatlle, da tribo Suquahish, dos Estados Unidos, redigida em 1855 para o presidente americano)

“O grande chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e sua benevolência. Isso é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita de nossa amizade. Porém, vamos pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe em Washington pode confiar no que o Chefe Seath diz, com a mesma certeza com os nossos irmãos brancos podem confiar na alternância das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas: - Não empalidecem.
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos parece estranha. Nós não somos donos da pureza do ar e nem do resplendor da água. Então como você pode comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre o nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para meu povo. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los? Cada folha reluzente de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão é igual a outro. Porque ele é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo o que necessita. A terra vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai, sem remorsos de consciência, rouba a terra de seus filhos. Nada respeita. Esquece a sepultura de seus antepassados e do direito de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Sua ganância empobrecerá a terra. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Sua ganância empobrecerá a terra e deixará atrás os desertos. A vista das cidades é um tormento para o homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem que nada compreenda.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas dos insetos. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem que nada entende, o ruído das cidades é para mim uma afronta aos ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento encrespando a face do lago, e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros. O ar é precioso para o homem vermelho. Por que todos os seres vivos respiram o mesmo ar – animais, árvores, homens? Não parece que o homem branco se importa com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao ar fétido.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição. O homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser certo de outra forma. Vi milhares de búfalos apodrecendo nas pradarias, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados de um trem. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais valioso que um bisão, que nós – os índios – matamos apenas para sustentar nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais também pode afetar os homens. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto fere a terra também fere os filhos da terra.
Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam um tempo em ócio, envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas, até mesmo uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nessa terra ou que têm vagado em pequenos bandos nos bosques, sobrará para chorar sobre os túmulos de um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como nós.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez a descubra um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus da humanidade inteira. E quer bem igualmente ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele, E causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo seu criador. O homem branco vai desaparecer talvez mais depressa que todas as outras tribos. Continua poluindo a sua própria cama. E haverá de morrer uma noite, sufocando nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem a gente, e quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha e à caça, o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.
Talvez compreendêssemos se conhecêssemos com que sonha o homem branco. Se soubéssemos quais as esperanças que transmite aos seus filhos nas longas noites de inverno, que visões de futuro ele oferece às suas mentes para que possam formar os desejos para o dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos, temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos é para garantir as reservas que nos foram prometidas. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se vendermos a você a nossa terra, ame-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era esta terra quando você tomou posse. E com toda a tua força, o seu poder, e todo o seu coração conserva-a para seus filhos e ame-a como Deus ama a todos nós.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. A vista de suas cidades é um tormento para o homem vermelho. Mas, talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais. Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto se sabe: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto se sabe: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.
É o final da vida e o início da sobrevivência. Deus é o mesmo Deus essa terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem pode evitar o nosso destino comum.”

"Chefe Sealth" (Ts'ial-la-kum), mais conhecido atualmente como Chefe Seattle (ou ainda Sealth, "Seathle", Seathl ou See-ahth) ( 1786-7 de Junho de 1866), foi líder das tribos Suquamish e Duwamish, no que hoje é o estado americano de Washington. Uma personalidade muito conhecida entre seu povo, ele lutou por uma forma de acomodar os colonos brancos, criando uma relação pessoal com o Doutor David Swinson "Doc" Maynard, um dos pais fundadores da cidade de Seattle, Washington, que ganhou este nome em homenagem a ele (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sealth).

Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?

por João Pedro Stedile (*)

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.
Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química, etc
O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.
Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos paises de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no “neutral poder judiciário” brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos... e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.
Os fazendeiros do agronegóio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.
O DR.Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.
Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.
A ANVISA – responsável pela vigilância sanitária de nosso país, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados,somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. . Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a formula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.
O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista CARAS escreveu em sua coluna, de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.
Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos, sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial, para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietname. E agora suas fabricas produzem o glifosato. Que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estomago.
Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.

(*)João Pedro Stedile, membro da via campesina Brasil.

sábado, 10 de setembro de 2011

A doença do tabaco verde

O QUE É?
A doença do tabaco verde é uma intoxicação aguda causada pela nicotina presente nas folhas do tabaco que entra através da pele quando há manipulação das folhas durante a colheita, a separação e a secagem.
O risco de absorção da nicotina aumenta quando as folhas de tabaco estão molhadas (por orvalho ou por chuva) ou quando suas mãos e corpo estão suados.
COMO A DOENÇA DO TABACO VERDE SE MANIFESTA?
Os sintomas da doença podem começar logo após o contato com as folhas de fumo e em até 17 horas depois do trabalho.
Qualquer pessoa pode se intoxicar pela nicotina: adultos, crianças e idosos, homens e mulheres.
Os principais sintomas são: náusea, vômito, tontura, fraqueza e dor de cabeça. Estes sintomas são comuns em outras doenças, inclusive na intoxicação aguda por agrotóxicos, o que dificulta o diagnostico médico.
A pessoa intoxicada pode também ter diarréia, dor na barriga, falta de ar e tremores. Em casos mais raros e mais graves, podem ocorrer cansaço extremo e problemas cardiovasculares.
ESTOU ME SENTINDO MAL, ACHO QUE ESTOU INTOXICADO. O QUE DEVO FAZER?
Em primeiro lugar, pare de trabalhar. Lave imediatamente as mãos e braços, tome um banho e troque de roupa.
Depois de fazer isso, não tome remédio, chá ou leite por conta própria: procure atendimento médico.
COMO EU POSSO EVITAR A DOENÇA DO TABACO VERDE?
Você pode DIMINUIR O RISCO com algumas medidas de proteção:
- Use equipamentos de proteção individual como roupas e luvas impermeáveis, máscaras e botas;
- Evite colher o fumo quando a folha estiver molhada;
- Sempre lave bem as mãos, braços e toda parte do corpo que ficou em contato com as folhas de fumo assim que possível;
- Tome banho e trocar de roupa quando sair da lavoura.
Vale lembrar que estas atitudes de proteção também ajudam a reduzir o risco
de intoxicação por agrotóxicos!
Procure alternativas a fumicultura! Converse com outros agricultores que estão deixando de plantar fumo, procure informação sobre como diversificar seu cultivo... Assim você verá como é possível trocar o fumo por alternativas menos perigosas para sua saúde.

Por Paula Brito e Silvana Rubano Turci

`O glifosato estimula a morte das células de embriões humanos`

Gilles-Eric Seralini, referência europeia no estudo de agrotóxicos, confirmou os efeitos letais do glifosato em células humanas de embriões, placenta e cordão umbilical. Alertou sobre as consequências sanitárias e ambientais, e exigiu a realização de estudos públicos sobre transgênicos e agrotóxicos. Quando publicou suas pesquisas, recebeu críticas e desaprovações. A reportagem é de Darío Aranda, publicada no jornal Página/12, 21-06-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Publicada integralmente no IHU Unisinos

Gilles-Eric Seralini é especialista em biologia molecular, professor da Universidade de Caen (França) e diretor do Comitê de Pesquisa e Informação sobre Engenharia Genética (Criigen). E se transformou em uma dor de cabeça para as empresas de agronegócio e para os resolutos defensores dos transgênicos. Em 2005, descobriu que algumas células da placenta humana são muito sensíveis ao herbicida Roundup (da empresa Monsanto), inclusive em doses muito inferiores às utilizadas na agricultura. Apesar de seu abundante currículo, foi duramente questionado pelas empresas do setor, desqualificado pelos meios de comunicação e acusado de "militante verde", entendido como fundamentalismo ecológico.

Mas, em dezembro passado, voltou à tona. A revista científica Pesquisa Química em Toxicologia (Chemical Research in Toxicology) publicou seu novo estudo, em que constatou que o Roundup é letal para as células humanas. Segundo o trabalho, doses muito abaixo das utilizadas em campos de soja provocam a morte celular em poucas horas. "Mesmo em doses diluídas mil vezes, os herbicidas Roundup estimulam a morte das células de embriões humanos, o que poderia provocar mal-formações, abortos, problemas hormonais, genitais ou de reprodução, além de diversos tipos de cânceres", afirmou Seralini em seu laboratório na França.

Suas pesquisas fazem parte da bibliografia à qual o Comitê Nacional de Ética na Ciência faz referência em sua recomendação para se criar uma comissão de especialistas que análise os riscos do uso do glifosato.

O pesquisador havia decidido estudar os efeitos do herbicida sobre a placenta humana depois que uma análise epidemiológica da Universidade de Carleton (Canadá), realizado na província de Ontário, havia vinculado a exposição ao glifosato (ingrediente base do Roundup) com o risco de abortos espontâneos e partos prematuros. Mediante provas de laboratório, em 2005, Seralini confirmou que em doses muito baixas o Roundup provoca efeitos tóxicos em células placentárias humanas e em células de embriões. O estudo, publicado na revista Environmental Health Perspectives, indicou que o herbicida mata uma grande proporção dessas células depois de apenas 18 horas de exposição a concentrações menores do que as utilizadas no uso agrícola.

Indicava ainda que esse fato poderia explicar os abortos e nascimentos prematuros experimentados por trabalhadoras rurais. Também ressaltava que, em soluções entre 10 mil e 100 mil vezes mais diluídas que as do produto comercial, ele já não matava as células, mas bloqueava sua produção de hormônios sexuais, o que poderia provocar dificuldades no desenvolvimento de ossos e no sistema reprodutivo de fetos. Alertava sobre a possibilidade de que o herbicida seja perturbador endócrino e, sobretudo, instava à realização de novos estudos. Só obteve a campanha de desprestígio.

Em 2007, publicou novos avanços. "Trabalhamos em células de recém-nascidos com doses do produto cem mil vezes inferiores às que qualquer jardineiro comum está em contato. O Roundup programa a morte das células em poucas horas", havia declarado Seralini à agência de notícias AFP. Ressaltava que "os riscos são, sobretudo, para as mulheres grávidas, mas não só para elas".

Em dezembro, a revista norte-americana Pesquisa Química em Toxicologia (da American Chemical Society) outorgou a Seralini 11 páginas para difundir seu trabalho, já finalizado. Focalizou-se em células humanas de cordão umbilical, embrionárias e da placenta. A totalidade das células morreram dentro das 24 horas de exposição às variedades do Roundup. "Estudou-se o mecanismo de ação celular diante de quatro formulações diferentes do Roundup (Express, Bioforce ou Extra, Gran Travaux e Gran Travaux Plus). Os resultados mostram que os quatro herbicidas Roundup e o glifosato puro causam morte celular. Confirmado pela morfologia das células depois do tratamento, determina-se que, inclusive nas concentrações mais baixas, ele causa uma grande morte celular", denuncia na publicação, que indica que, mesmo com doses até dez mil vezes inferiores às usadas na agricultura, o Roundup provoca danos em membranas celulares e morte celular. Também confirmou o efeito destrutivo do glifosato puro, que, em doses 500 vezes menores às usadas nos campos, induz à morte celular.

Gilles-Eric Seralini tem 49 anos, nasceu na Argélia, vive em Caen, pesquisa a toxicidade de variedades transgênicas e herbicidas, é consultor da União Europeia em transgênicos e é diretor do Conselho Científico do Comitê de Pesquisa e Informação sobre Engenharia Genética (Criigen).
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Veja a Agromentira

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Documentário “O Veneno está na Mesa”

Ministério Público Estadual realiza debate sobre o documentário "O veneno está na mesa"

Será na próxima segunda-feira, dia 12, às 14h e os debatedores serão Leonardo Melgarejo da CTNBio e Maria José Guazelli do Centro Ecológico de Ipê/RS

Por Redação da EcoAgência
O Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA/RS, a Cáritas Regional/RS, o Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor, o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual e o Comitê da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, vão realizar um debate sobre o documentário “O Veneno está na Mesa”. Os debatedores serão Leonardo Melgarejo da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e Maria José Guazelli, engenheira agrônoma e fundadora do Centro Ecológico de IPÊ/RS. O evento acontece no dia 12 de setembro, às 14 horas, no Auditório do Palácio do Ministério Público Estadual do RS.
Ainda conforme o divulgado, a atividade integra a Tenda da Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, que é uma organização menos formal e ocasional, de abrigo a um leque amplo e variado de iniciativas e atividades relacionadas à Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (SANS). A Tenda da SANS oferecerá atividades gratuitas durante a V Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do RS – V CESANS RS, que acontece de 15 a 17 de setembro de 2011, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa. As atividades ocorrerão em diversos locais e horários e terão entrada franca.
Serviço
Debate sobre o Documentário “O Veneno está na Mesa”
Dia 12 de setembro de 2011
Hora: 14 horas
Local: Auditório do Palácio do Ministério Público Estadual na Praça Marechal Deodoro, 110, 3º andar, Porto Alegre-RS

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Projeto torna crime hediondo a violação de regras sobre agrotóxicos

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1811/11, do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), que caracteriza como crime hediondo a produção, a comercialização, o transporte e a destinação de agrotóxicos ou de seus componentes em descumprimento às exigências legais.
A lei atual (7.802/89) penaliza com dois anos de prisão em regime inicialmente fechado, além de multa, quem descumprir as normas sobre agrotóxicos. Ao tornar essas condutas crimes hediondos, o autor quer dar a elas tratamento mais severo. Os crimes hediondos são inafiançáveis e não podem ser objeto de graça, anistia ou indulto.
A proposta será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votada no Plenário.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ouça a Rádio CPT

No site da CPT Nacional está disponível dois programas de rádio: "Voz Campesina" e "Vozes das Mulheres do Brasil". O "Voz Campesina" enfoca as ações do Dia Internacional da Mulher e fala, entre outras questões, do dia 17 de abril, Dia Mundial de Lutas Camponesas e seu significado para o movimento camponês. O programa "Vozes das Mulheres do Brasil" é uma série apresentada pela Emissora Internacional da Holanda.
Ouça a Rádio CPT

Voz Campesina:

Vozes das Mulheres do Brasil:

Capuchinhos fazem reunião sobre Migração nas Américas


Oriundos das Américas e do Caribe, um grupo de 32 frades capuchinhos representando 15 nações juntamente com três definidores gerais da Ordem: fr. Mark Schenk (EUA), fr. José Gislon (Brasil) e fr. Carlos Novoa (Argentina), o diretor da Justiça, Paz e Ecologia da Ordem fr. Bernd Beerman, o Secretário-Geral da Animação Missionária fr. Helmut Rakowski, os tradutores, os auxiliares da logística do evento e os responsáveis pela animação litúrgica e assessores estão reunidos em Foyer de Charité, Nana, Peru para a reunião regional do Serviço de Justiça, Paz e Ecologia, sobre Migrações.

Frei Bernd iniciou os trabalhos do dia, fazendo um esclarecimento sobre o objetivo principal deste encontro e fez uma introdução de como fazer um Plano de Ação para as realidades que os frades acompanham em seus respectivos contextos.
O frei capuchinho da Província do Rio Grande do Sul e professor da PUC-RS e ESTEF, o teólogo Luiz Carlos Susin, é um dos assessores do encontro.