sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Oração da 39ª Romaria da Terra

Oração pela nossa terra  
(Papa Francisco, Laudato Si')

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo 
e na mais pequenina das vossas criaturas,
Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.
Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.
Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.
Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.
Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.
Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.

Amém. Axé. Awere. Aleluia.

39ª Romaria da Terra: um Convite a Cuidar da Terra, Casa Comum

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A Diocese de Bagé, que já acolheu cinco Romarias da Terra, com a graça de Deus e muita alegria, está com o coração aberto para acolher a 39ª Romaria da Terra do Rio Grande do Sul. À semelhança das outras Romarias, esta será um espaço muito rico para a reflexão, a oração e o fortalecimento da opção preferencial pelos pobres. 
Nela, à luz do magistério do Papa Francisco, milhares de romeiros e romeiras vão “olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar com esperança o futuro”. Ao olhar o passado contemplarão a missão dos padres Jesuítas que marcou indelevelmente o território do Rio Grande do Sul. Com fé, esperança e caridade pastoral estes missionários colocaram-se a serviço dos  indígenas, ajudando-os a edificar, o que  alguns historiadores chamam de “República Guaranítica”. E quando essa “República” foi atacada por portugueses e espanhóis, manifestou-se o heroísmo legendário de Sepé Tiarajú e seus mais de 1500 companheiros que tombaram, defendendo a sua gente e a sua terra, convictos de que a terra era um presente de Deus e do Arcanjo São Miguel,  os únicos que tinham o direito de os “deserdar”. 
Com a presença de milhares de romeiros e romeiras teremos a oportunidade de viver com paixão experiências bem sucedidas e também as dificuldades que a Igreja e a sociedade vivem nesta mudança de época em que o Magistério do Papa Francisco chama os seus fiéis e toda a comunidade humana para cuidar da terra, casa comum. 
Com certeza, a presença do Bispo de Roraima e Presidente do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), Dom Roque Paloschi, enriquecerá a Nossa Romaria, ajudando-nos a abraçar com esperança a causa dos indígenas e de todos os pobres nos quais Cristo (Mt 25,36) aguarda a solidariedade dos cristãos. 
Dom Roque participou plenamente de todas as romarias da terra, enquanto trabalhava como padre na Diocese de Bagé. Depois, fez uma frutuosa experiência como missionário na África (Moçambique). E, ao ser nomeado bispo de Roraima, passou a acompanhar de perto as comunidades indígenas e de sua diocese e do norte do País, de tal forma que foi eleito em setembro de 2015, Presidente do Conselho Indigenista Missionário – CIMI.  
As Romarias da Terra perfazem plenamente as cinco urgências da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, especialmente aquela urgência que torna a Igreja “samaritana”, a  Igreja a serviço da vida plena para todos. O Papa Francisco, com palavras e gestos, mostra-nos a necessidade urgente de a Igreja fazer a sua parte no “cuidado da casa comum”, convertendo-se para uma ecologia global e promovendo “mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder”.

Sejam bem-vindos e bem-vindas, Romeiros e Romeiras à bela e hospitaleira cidade de São Gabriel. 

Toda a comunidade gabrielense com suas autoridades, Civis e Eclesiásticas, está se preparando com grande entusiasmo  para acolher com o melhor do seu coração os Romeiros e Romeiras desta 39ª Romaria da Terra. “Maria, a mãe que cuidou de Jesus, agora cuida com carinho e preocupação materna deste mundo ferido... Ela não só conserva no seu coração toda a vida de Jesus, que guardava cuidadosamente, mas agora compreende também o sentido de todas as coisas. Por isso podemos pedir-Lhe que nos ajude a contemplar este mundo com um olhar sapiente” (LS 241) e interceda a Deus pela 39ª Romaria da  Terra. 

Dom Gilio Felicio – Bispo Diocesano de Bagé.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

3º Encontro de Povos Tradicionais do RS


Carta dos Povos Tradicionais do RS
Somos 87, mas representamos milhares, reunidos hoje no 3º Encontro de Povos Tradicionais do RS em Rio Pardo, tendo como palco o Rincão dos Negros, Quilombo histórico de tantas lutas e resistências. Quilombolas do Rincão dos Negros, Quilombo da Cruz Alta, Quilombo dos Alpes, Povo Indígena Guarani e Kaingang vindos de várias regiões do estado e representando as lutas dos Povos Tradicionais do Estado e também do Brasil estiveram reunidos refletindo suas lutas, com apoio da Comissão Pastoral da Terra-CPT, da Ação Social Diocesana de Santa Cruz do Sul-ASDISC, do Conselho Indigenista Missionário-CIMI e da Cáritas RS.
Nossas conquistas não são muitas, mas foram suadas e significativas e temos a consciência de que precisamos preservá-las e aprimorá-las, a começar pela democracia e a constituição de 1988 onde consta leis significativas de defesa dos direitos do povo. O Selo Quilombola, Federação Quilombola, Articulação dos Povos Tradicionais, Conselho de Articulação dos Guaranis e Kaingangs, o reconhecimento de alguns territórios quilombolas e alguns projetos pontuais nos dão coragem e ânimo.
Já as dificuldades e desafios são muitos, porém, não nos assusta, temos energia e força para enfrenta-los, mas para isso precisamos nos unir cada vez mais. Em particular algumas dificuldades nos ameaçam: O Projeto de Lei RS nº31 que quer derrubar direitos de reconhecimento de território dos povos de nosso estado, a PEC 215 que transfere a competência da demarcação de terras indígenas da União para o Congresso, outra dificuldade sentida é a morosidade no processo de demarcação de áreas, o descaso com os povos indígenas, a permanente discriminação que sofrem cotidianamente indígenas e quilombolas, além disso a permanente e diária criminalização dos Movimentos Sociais por parte da grande mídia brasileira. Reunidos lembramos das dificuldades de ter acesso aos direitos fundamentais previstos na Constituição de 1988 como: saúde, moradia, educação, terra, lembramos também das situações de emergência sofrido por nosso povo nos temporais dos últimos meses, como foi o caso dos Quilombolas da Comunidade de Cruz Alta município de Rio Pardo que tiveram muitas casas com telhados destruídos, mas também não poderíamos deixar de lembrar das quatro crianças Kaingangs da Aldeia Bom Retiro, que foram mortas em acidente esperando ônibus para ir para escola.
Dar as mãos, caminhar juntos e nos unirmos ainda mais, Indígenas e quilombolas, é a única forma de enfrentarmos as dificuldades para avançarmos na luta ainda mais. Mas precisamos agregar pequenos agricultores, catadores, pescadores e todo o povo que está do nosso lado para a luta ficar mais forte. Queremos reafirmar a importância dos encontros já marcando para dia 09 de abril de 2016 um encontro estadual com local a definir, e reafirmar a importante agenda de lutas que se inicia com a 39ªRomaria da Terra no dia 9 de fevereiro em São Gabriel e o Acampamento do Povo Indígena.
Através desta carta manifestamos nossa profunda indignação e repúdio aos projetos de lei que tiram direitos dos Povos Tradicionais, como os projetos de Lei PL 31 e a PEC 215.
Participantes do 3ºEncontro de Comunidades Tradicionais,
Quilombo Rincão dos Negros de Rio Pardo-RS, 24 de outubro de 2015.

Imagens: arquivos CPT-RS

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Convite: 30 anos da ocupação da Fazenda Annoni

A Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul, convida a todos a participar e a somar nessa luta pela Vida, lembrando que "a conquista da Reforma Agrária é responsabilidade de todos os que dependem da terra para viver".
O Ato/ Festa acontece na próxima quinta- feira, dia 29 de outubro, em Pontão à partir das 9:00 horas.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Seminário: Bíblia e Justiça Socioambiental

Queridas amigas e amigos de caminhada! Convido as pessoas que caminham na Leitura Popular da Bíblia a estarmos juntas e juntos no Seminário do CEBI Regional Sul. Será em outubro e com essa proximidade sinto o coração se alegrando pelo encontro e re-encontro das amigas e amigos de caminhada. Quero motivar as coordenações estaduais a promoverem nosso Seminário e pedir empenho para enviarem até 10 pessoas por estado e que estas sejam da caminhada da LPB. Também lembro as coordenações que na sexta-feira, dia 16/10, à noite, teremos nossa reunião. 
Reverenda Lucia Dal Pont 
Coordenação CEBI Regional Sul
Lembretes :
1) Não necessita levar roupa de cama – a casa fornece; trazer toalha de banho e rosto. 
2) Levar bíblia, material para anotações e objetos de uso pessoal e muita disposição para que o nosso encontro aconteça da melhor maneira possível. 
3) Marcar o retorno após às 16h. 
4) Para facilitar a organização do encontro, solicitamos a confirmação das presenças até o dia 15 de outubro/2015. 
E-mail: cebirs@cebi.org.br - Fone: (51) 8100 6428

Acampamento Estadual de Jovens: “Somos filhas e filhos de uma história de lutas”.

CONVITE

Neste ano de 2015, no dia 29 de outubro, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - RS comemora os 30 anos da ocupação da Fazenda Anoni. Esta ocupação é um marco na história da luta pela terra. 
Com a certeza de que a história se faz por aqueles e aquelas que lutam nos colocamos nesta construção enquanto Coletivo de Juventude do MST-RS. Sendo assim, para celebrar esta vitória, os jovens de todos os acampamentos e assentamentos do RS convidam para participar do Acampamento Estadual de Jovens: “Somos filhas e filhos de uma história de lutas”.
O que: Acampamento Estadual de Jovens: “Somos filhas e filhos de uma história de lutas”.
Quando: 29/10 a 01/11/2015 – Chegada dia 29/10 pela manhã; 
Onde: Coanol/Assentamento Novo Sarandi - Pontão/RS
O que levar: Kit militante (material de higiene pessoal, pratos, talheres, caneca, colchonete, travesseiro, lençol), barraca (quem tiver), 
“Ousar lutar, ousar vencer!”
“Lutar: construir Reforma Agrária Popular!


Mais informações: MST-RS:
Fone/Fax: (51) 3221-9022
home-page: www.mst.org.br/mstrs

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Grito dos Excluídos 2015: "Que país é esse que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”

A 21ª edição do Grito dos Excluídos, em 2015, tem como lema: "Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?"
O 21º Grito quer ajudar a empoderar e ampliar os clamores do povo que luta por seus direitos.
Em Porto Alegre, terá um ato no dia 7 de setembro, a partir das 9h00.
- Concentração na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 155 (em frente ao CTG da Azenha).
- Abertura e mística.
- Interação com o povo do Acampamento Farroupilha e do desfile militar.

O vice-coordenador nacional da Pastoral Carcerária o Padre Gianfranco Graziola, que participou dessa reunião em São Paulo, explica o lema do 21º Grito dos Excluídos .
“Começamos perguntando-nos: ‘Que País é este?’ E as respostas vêm do dia a dia, das periferias, onde sobrevivem as famílias pobres, das juventudes que sofrem as retaliações e as exclusões de uma sociedade elitista e seletiva, dos negros e periféricos vítimas das drogas e do sistema, encarcerados e esquecidos nos porões e pocilgas humanas do perverso sistema carcerário, dos operários de quem, aos poucos e sutilmente, são retirados os direitos, dos idosos mendigando o direito a viver com dignidade os últimos dias de sua vida”, afirma o Padre.  (Fonte: www.a12.com).

Santa Catarina realizará a 23ª Romaria da Terra e da Água

No dia 13 de setembro será realizada, na Diocese de Caçador, no município de Timbó Grande, em Santa Catarina, a 23ª Romaria da Terra e da Água. Com o tema “Romaria do Centenário do Contestado” e o lema: “Redutos de resistência, esperança e encantamento da vida”. A Romaria é uma iniciativa da Igreja Católica, coordenada pela Comissão Pastoral da Terra e das águas. Neste ano, a Romaria foi assumida e contará com a participação de todas as dioceses e regionais do Sulão do Brasil: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

A Diocese de Caçador está se preparando para acolher milhares de pessoas, neste dia de celebração, reflexão, partilha e compromisso com a defesa da vida. A terra do Contestado continua marcada pelo conflito ocorrido há cem anos, que assassinou milhares de caboclos e camponeses e, também, pela resistência e esperança desse povo sofrido, esquecido e desprezado, que lutou e luta por dias melhores. Neste sentido, a Romaria quer elevar o estímulo do povo da região e fortalecer as suas diferentes formas de organização, despertando em todos a sensibilidade humana, o respeito pela vida, o repúdio à opressão e à violência, e o cumprimento do mandato do Senhor para que a justiça floresça sobre a terra. 

A Romaria da Terra será um grande momento de celebração, para o povo expressar seu acolhimento, sua fé, sua resistência, sua capacidade de partilhar a vida, a terra, a água, os sonhos e as conquistas, na busca constante por uma sociedade melhor, mais includente, democrática, justa e respeitosa da vida em todas as suas dimensões. por Juliana Rodrigues Pastoral da Comunicação da Diocese de Caçador.

PROGRAMAÇÃO: 
A recepção aos romeiros e romeiras será à partir das 06 horas
Início da celebração: 9 horas
Não haverá vendas de comida, nem café da manhã. 
Terá um almoço coletivo, complementando o que os romeiros/as levarem para partilha.... 
O termino esta previsto para as 16 horas.

Para quem quer participar haverá ônibus saindo de Porto Alegre no dia 12 de setembro e retornando ao término da celebração no dia 13.
O valor da passagem é de R$10,00 (cinquenta reais) por pessoa. 
É necessário informar nome e número de RG até o dia 10 de setembro. O telefone para contato é (51) 3472 2883 em horário comercial, ou (54) 9912 5146. Ou por e-mail: cptdors@hotmail.com

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dia Mundial de Oração para o Cuidado da Criação

CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL – CRB
MOMENTO ORANTE PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO
           1º de Setembro de 2015

I – REZEMOS COM O CORAÇÃO AGRADECIDO

ANIMADOR/A 1- Irmãs e Irmãos! Iniciemos este momento orante com o coração agradecido a DEUS, PAI e MÃE, criador da vida, da natureza e FONTE de vida. Ele nos chama, nos convida à vida em plenitude e nos dá condições para conquistá-la, conservá-la, aprimorando-a sempre mais. Invoquemos a Deus Trindade, cantando:
T.: Canto: Em nome do Pai, em nome do Filho, em nome do Espírito Santo! Amém (2x).
A2-  Senhor, Deus da Vida e do Amor, nós Te louvamos e Te agradecemos pelas dádivas da criação:
T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”
Leitor/a 1- Senhor, Deus da Comunhão! Contemplamos Tua face na beleza, na harmonia e na sintonia dos seres criados. Numa só voz, Te louvamos, rezando:
T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”
L2-  Senhor, Deus Uno e Trino, que inspiras o cuidado e a manutenção dos seres criados, elevamos a Ti nosso hino de louvor pela instituição do “Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação”. Agradecidos, rezamos:
T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”
L1- Senhor, Deus da Sabedoria e do Entendimento, em comunhão com todas as pessoas, comunidades e instituições que se comprometem com o cuidado da criação, fortalecidos e confiantes, rezamos:
T.: “Tudo o que existe e respira Te louva, Senhor!”
A1- Felizes e agradecidos, cantemos (Salmo 135 – “Em coro a Deus louvemos” – (Frei Luiz Carlos Susin).
T.: Canto: Em coro a Deus louvemos:- eterno é seu amor! Pois Deus é admirável: - eterno é seu amor!
Por nós fez maravilhas, louvemos o Senhor!
- Criou o céu e a terra:- eterno é seu amor! Criou o sol e a lua: eterno é seu amor!
- Distribui a vida: - eterno é seu amor! - na planta, peixe e ave: eterno é seu amor!
- Na história que fazemos - eterno é seu amor! – Deus vai à nossa frente: eterno é seu amor!
A2- Oremos: T.: Ó Pai e Mãe de bondade e ternura, suplicamos que a Tua Palavra ilumine nossas mentes e corações para que vigilantes cuidemos dos tesouros recebidos na criação. E fortalecidos pela tua graça, denunciemos todo mal contra a vida e o meio ambiente. Nós te pedimos na unidade do Filho e do Espírito Santo. Amém!

II – REZEMOS COM O CORAÇÃO PENITENTE

Canto: Pela Palavra de Deus - Frei Luiz Turra- (acolhida da Palavra e símbolos – terra, água, sementes, frutas e Flores).
T.: Pela Palavra de Deus, saberemos por onde andar. Ela é Luz e verdade, precisamos acreditar!
L3- Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (1Ts 5,1-6.9-11-  (momentos de silêncio).
A1- Irmãs e Irmãos, deixemo-nos tocar e transformar pela Palavra de Deus: Expressemos nossos pedidos de perdão por tantas situações pecaminosas (nível pessoal, comunitário, eclesial, social e planetário) que ferem Teu plano de Vida em abundância para todos.
L1- Senhor, perdão e misericórdia, porque nem sempre temos uma postura profética diante do sistema que visa o lucro exacerbado e, com isto, destrói a natureza. Pedimos...
T.: Perdão e Misericórdia, Senhor!
L2- Senhor, perdão e misericórdia, pelo comodismo, passividade e pouco compromisso que, por vezes, traduzem a nossa vivência cristã. Pedimos...
T.: Perdão e Misericórdia, Senhor!
L3- A Encíclica Laudato Si’, nos mostra que há uma relação entre a miséria presente no mundo com a destruição do meio ambiente, a Casa comum. Senhor, tem piedade de nós, pelas vezes que não soubemos cuidar de toda a nossa Casa Comum e não denunciamos as agressões e destruição praticadas contra a vida e o meio ambiente.
T.: Perdão e Misericórdia, Senhor!
(Preces espontâneas).
A2- Lembremos as pessoas mártires, defensoras da vida, da ecologia: Dom Oscar Romero, Ir. Doroty, Chico Mendes (outros nomes).  Confiantes em Tua bondade, ternura e misericórdia, Senhor, ousamos elevar a Ti a oração ensinada por Teu Filho Jesus. E o fazemos envolvendo os braços em nossos irmãos e irmãs que rezam conosco (rezada ou cantada).
T.: Pai Nosso...

III – REZEMOS COM O CORAÇÃO COMPROMETIDO

A1- A Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco convida-nos a exaltar a generosidade e gratuidade do Deus Criador! 
L2- “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra, que nos sustenta, governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras!” (silêncio).
L1- “O nosso corpo é constituído pelos elementos do Planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a água vivifica-nos e restaura-nos” (silêncio).
T.: “... entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa Terra oprimida e devastada, que está ‘gemendo como que em dores de parto’ “(Rm 8, 22) – (silêncio). 
A2- Imploremos as luzes do alto, para iluminar nossas mentes, encorajar-nos e fortalecer-nos na vivência de atitudes proféticas, na defesa e cuidado da criação (cada pessoa acende uma vela, enquanto se canta):
Canto: Ó luz do Senhor, que vens sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós!
A1- Podemos, de forma livre e espontânea, verbalizar o compromisso que o Espírito Santo, a divina Ruah, soprar em seu interior. Enquanto isso, plantamos uma semente na terra boa, na certeza que vai ser germinada, brotará e dará frutos abundantes (música suave).
Canto: Põe a semente na terra não será em vão, não te preocupe a colheita, plantas para o irmão (bis).
A2- Rezemos em dois coros oração instituída pelo Papa Francisco: Oração Cristã com a Criação.
L1- Nós Te louvamos, Pai,/ com todas as tuas criaturas,/ que saíram da tua mão poderosa./ São tuas e estão repletas da tua presença e da tua ternura.
L2- Louvado sejas Filho de Deus, Jesus,/ por Vós foram criadas todas as coisas. Foste formado no seio materno de Maria,/ fizeste parte desta terra,/ e contemplaste este mundo com olhos humanos.
L1- Hoje estás vivo em cada criatura/ com a glória de ressuscitado. Louvado sejas!
L2- Espírito Santo, que, com a Tua  luz,/ guias este mundo para o amor do Pai e acompanhas o gemido da criação, /  Vives também nos nossos corações a fim de nos impelir para o bem. Louvado sejas!
L1- Senhor Deus, Uno e Trino,/ comunidade estupenda de amor infinito,/ ensina-nos a contemplar-Te na beleza do universo,/ onde tudo nos fala de Ti. Louvado sejas!
L2- Desperta o nosso louvor e a nossa gratidão / por cada ser que criaste.
Dai-nos a graça de nos sentirmos / intimamente unidos a tudo o que existe. Louvado sejas!
L1- Deus de amor,/ mostra-nos o nosso lugar neste mundo/ como instrumentos do Teu carinho por todos os seres desta terra, / porque nem um deles sequer é esquecido por Ti. Louvado sejas!
L2.: Ilumina os donos do poder e do dinheiro / para que não caiam no pecado da indiferença,/ amem o bem comum, promovam os fracos,/ e cuidem deste mundo que habitamos. Louvado sejas!
L1- Os pobres e a Terra estão bradando:
T.: Senhor toma-nos sob o Teu poder e a Tua luz,/ para proteger cada vida,/ para preparar um futuro melhor,/ para que venha o Teu Reino de justiça, paz, amor e beleza. Louvado sejas! Amém.
A1- Bênção: (por duplas – frente a frente – estender os braços e colocar as mãos nos ombros um/a do outro/a, enquanto a pessoa que anima reza ou canta):
- “O Senhor te abençoe e te guarde! - O Senhor faça resplandecer sobre ti seu olhar e te conceda sua graça!
- O Senhor volte para ti o seu olhar e te dê a Paz!” ( Nm 6, 24). -  E permaneçamos com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. T.: Amém!
- Canto Final (ou outro): Em meu caminho percebo as belezas que vêm da terra, do céu e do mar, tudo me fala do Amor do Criador, ó meu irmão; para ver, basta querer.  
R.: Que lindo é sentir a Deus em cada rosto do universo, a criação sempre dirá obras de amor, tu verás em mim (2x)


(Se houver possibilidade, no final da oração convidar os participantes a um gesto concreto: recolher os materiais que estão ao redor e que prejudicam a mãe Terra, ex.: latas, papéis, plásticos, cacos de tijolos - vidros, telhas, reboco etc. Se não for possível fazer esta ação ao final desta celebração, combinar outro horário para fazê-lo).

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Francisco dos Santos

A Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul  - CPT-RS se solidariza com a comunidade Kaingang que vive um momento de dor e perda com a morte do líder Francisco dos Santos. 
Em sua homenagem, reforçamos nosso compromisso com as causas indígenas no Rio Grande do Sul e no Brasil. Nos somamos ao seu povo para manter vivos os valores expressos na voz de Francisco, que sempre defendeu a vida em harmonia entre o ser humano e a natureza. 
Francisco, continuamos a tua e nossa luta em defesa da terra, para que ela não seja envenenada nem acumulada em poucas mãos; Continuamos a tua e nossa luta em defesa das matas e das águas e pelo direito dos povos.
CPT-RS
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Na luta pela terra e por um mundo mais justo, perdemos um grande lutador!

Francisco dos Santos, liderança Kaingang do Rio Grande do Sul, morreu na manhã desta segunda-feira, 17 de agosto de 2015. Ele sofria de câncer no pulmão.
Seu Chico, como era conhecido, tinha 53 anos e, desde o final da década de 1980, lutava na região metropolitana de Porto Alegre, juntamente com centenas de famílias indígenas, pelo direito a um pedaço de terra para viverem e pela garantia de espaços públicos onde pudessem comercializar os seus produtos, especialmente os artesanatos e as cestarias de taquara e cipó. 
Na luta pelo direito de viverem nos espaços urbanos os Kaingang sempre foram duramente perseguidos e questionados sobre o porquê os "índios queriam viver na cidade, se o lugar de índio era na mata"? Seu Chico em sua sabedoria sempre respondia que a terra foi dada a todos os seres e que os colonizadores chegaram e foram se apossando de tudo, tirando um direito que era comum. E, ao se apossarem da terra, construíram sobre ela as cidades, destruíram as matas, os seres que viviam nas matas e contaminaram as águas. Mas antes destes colonizadores os Kaingang já viviam na terra e nunca se distanciaram dos lugares onde os umbigos dos antepassados foram enterrados. As autoridades não aceitam este argumento e, em geral, a sociedade dominante também se nega a entender e acolher os indígenas como parte da terra, da natureza e como partícipes do cotidiano nos espaços urbanos.
Nos debates que travava contra aqueles que faziam oposição a presença indígena em Porto Alegre, São Leopoldo, Canela, Farroupilha, Lajeado, Estrela e tantos outros lugares, Seu Chico sempre dizia  se sentir mais  índio na cidade do que nas reservas criadas para confiná-los, pois nos espaços urbanos ele lutava para resgatar e retomar o que lhes tiraram.
Seu Chico preocupou-se muito com a cultura Kaingang, com seus costumes, crenças, com a manutenção da língua, ou do idioma como ele mesmo falava, aspectos fundamentais para fortalecer o sentido de povo. Em função desse pensamento de Seu Chico e de outras lideranças, nas áreas que foram sendo criadas ou estão em processo de demarcação, a cultura Kaingang é valorizada, seu modo de ser é vivenciado no cotidiano e as crianças crescem aprendendo, em primeiro lugar, a língua Kaingang.  
Seu Chico, nos últimos anos, envolveu-se fortemente na luta pela demarcação dos territórios indígenas, participando em reuniões, mobilizações, protestos contra a política de paralisação das demarcações de terras. Esteve por diversas vezes em Brasília juntamente com outras lideranças do Brasil dialogando com autoridades federais para que os direitos consolidados na Constituição Federal fossem assegurados e não destruídos por parlamentares ou governantes que defendem exclusivamente interesses econômicos.
Perdemos nesta vida um grande lutador, mas recebemos dele ensinamentos que se eternizam junto aos militantes das causas indígenas, quilombolas, sociais e ambientais. Causas que ele sempre articulava, pois dizia que as lutas não podiam ser isoladas, mas tratadas em conjunto. No mês de maio participou de uma reunião em Porto Alegre, no Quilombo dos Silva, onde expressou o sentimento de que indígenas e quilombolas são, entre os que sofrem, aqueles que mais foram agredidos, perseguidos, escravizados e os que, na atualidade, têm seus direitos ameaçados por  governos,  políticos e juízes que deveriam respeitar e cumprir a lei. Por isso, afirmava ele, “não podemos fraquejar, temos que manter a união e enfrentar os nossos inimigos em comum”. 
Francisco dos Santos foi o nome dado a ele em português, mas em Kaingang os Kujã o nomearam como sendo Rôkag, que na tradução significa "Homem de boas ideias". Ao longo de sua vida Rôkag nos deixou ensinamentos e ideias que precisam ser valorizados: cuidar da terra, cuidar das matas e de todos os seres nelas existentes. Para Rôkag todos os seres são relevantes para a vida. Dizia ele que as plantas existem porque tem a função de alimentar, proteger, servir de abrigo, remédios. A água é como se fosse o nosso sangue, por isso deve ser protegida, limpa, pura. E a terra é nossa mãe e sobre ela não precisamos nem falar muitas coisas, pois quem é que quer agredir a mãe, matar a mãe, envenenar a mãe? Somente aqueles que não a merecem.
Porto Alegre, 17 de agosto de 2015.

Conselho Indigenista Missionário - Regional Sul.

sábado, 25 de julho de 2015

É tempo de Acordar, levantar e caminhar!!!

“Erga a cabeça colono, vá em frente por que força não te falta”

O que podemos dizer agora mais do que nunca é, erga a cabeça colona e colono, se organizem e vão à luta, por que força não lhes falta. Certamente a maioria dos camponeses e camponesas estão como juntas de bois mansos pois não sabem a força que têm. O objetivo da conversa é provar que quando cruzamos os braços e não fazemos nada as coisas cada vez mais vão piorando.
É fácil “bater no governo” dizer que está mal, que o produto não tem preço, e assim tantas outras reclamações e com razão. Mas a pergunta é? O que estamos fazendo para mudar isso? Estamos em nossas casas como bois mansos e aceitando a “canga que nos põe no pescoço”? Ou estamos reagindo?
Quando falamos em luta nos referimos à luta não apenas a luta individual, mas a luta em defesa da causa comum, o direito de todas e todos os camponeses deste país. Não podemos pensar apenas na minha ou no meu. Há uma luta muito maior que é por sobrevivência, onde todos se salvam ou todos morrem. Esta realidade nos exige sair da mansidão e do comodismo e enfrentar os problemas. Fazer como diz um Frei Franciscano amigo e apoiador da causa, “os problemas só se resolvem se a gente enfrenta de frente e não corta voltas ou foge deles”.
Jamais posso me contentar e ficar tranqüilo quando eu e minha família temos tudo o que precisamos. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra dão um exemplo de solidariedade na luta do dia a dia, as famílias assentadas não param de lutar, pelo contrário se motivam mais, pois enquanto há famílias que não tem terra eles e elas caminham juntos para que estas famílias também tenham aquilo que nós já conquistamos.
Perdemos quase tudo: a nossa terra está cada vez menor, nossas sementes as multinacionais levaram, nossa saúde está se indo com os venenos e transgênicos, nosso conhecimento está cada vez menor, nossas águas o “deserto verde” dos eucaliptos está sugando, nossa dignidade também está indo...Opa!É tempo de acordar, abrir os olhos e recuperar o tempo perdido. Já dormimos na palha demais! 
Acordar, levantar e caminhar!
É com alegria que mais uma vez a Comissão Pastoral da Terra convoca camponesas e componeses de todo o Brasil a sair de casa, reagirem a violência e a opressão impostos pelo modelo de morte do “capetalismo”.
Por fim, é preciso termos clareza de que os motivos que nos unem devem ser e são infinitamente maior do que as “picuinhas” ou fofoquinhas que nos separam. Quando encaramos deste jeito fica mais fácil lutar e viver neste mundo.
Façamos do mês de julho o tempo de “ACORDAR, LEVANTAR E CAMINHAR”!!!

Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul 
CPT-RS

Proposta de celebração para o Dia da Agricultora e do Agricultor

*Ambiente: Organizar um ambiente com símbolos que identifique a vida dos pequenos agricultores e agricultoras (ferramentas, frutos da terra, sementes, chapéu...).Podemos motivar as pessoas a trazerem de suas propriedades, sementes para troca e pão para a partilha.
Formar um círculo, onde todos e todas possam se enxergar de frente.

*Acolhida: Hoje é um dia muito especial, pois estamos reunidos para celebrar o dia do agricultor e da agricultora.Dia de lembrar de nossos antepassados, de louvar a vida dos pequenos que semeiam a terra e de denunciar as injustiças contra os camponeses (índios, imigrantes, quilombolas, sem-terras).
O alimento que chega a mesa de mais de 70% dos brasileiros e brasileiras, é fruto do suor e das mãos calejadas de camponeses e camponesas de todo Brasil.
Acolhemos com alegria, agricultores, agricultoras, crianças e jovens da roça de nossa comunidade.

*Canto: Bem vindo irmão, bem vinda irmã, você completa nossa alegria, sinta-se bem, seja feliz em nossa companhia...

*Motivar as pessoas a fazerem o sinal da cruz: Preparar um pouco de barro, onde de dois a dois farão o sinal da cruz um na testa do outro.

*Momento de perdão: Em forma de denúncia (motivar também denúncias espontâneas, de fatos tristes na vida camponesa de nossa comunidade, denúncias de injustiças.).
-Denunciamos todas as injustiças e o descaso das autoridades contra mulheres e homens da roça.
-Denunciamos os venenos e sementes transgênicas que são produzidas por grandes empresas multinacionais que contaminam o meio ambiente, destruindo a vida.
-Denunciamos a falta de políticas agrícolas adequadas a valorizar a produção de alimentos.
-Denunciamos o “deserto verde” (monoculturas de eucaliptos, pinos), que além de poluir, esgotam as nossas águas, expulsam famílias da terra e concentram grandes áreas que poderiam ser utilizadas pelos pequenos para produzir comida.
-Denunciamos o sistema de morte que individa os camponeses e depois reprênde-os com a polícia (exemplo de um agricultor que foi algemado a própria carroça pela polícia a mando da fumageira enquanto seu fumo foi saqueado).
-Denunciamos pelas vezes que não damos oportunidades de vida melhor aos jovens da roça.
-Denunciamos a nossa própria falta de união que atrapalha a luta.
-Refrão – Cristo tende piedade de nós (repetido após cada denúncia).

*Momento de glória: Em forma de anúncio das vitórias e coisas boas (espontâneas e locais...)
-Anunciamos que mais de 70% dos alimentos produzidos no Brasil é fruto do trabalho de camponeses de todo o Brasil.
-Anunciamos que a força, coragem e união dos agricultores e agricultoras é capaz de melhorar suas vidas na roça.
-Anunciamos que a agroecologia é solução para melhorar a situação da agricultura brasileira.
-Anunciamos que o cultivo de sementes crioulas é garantia de soberania para as famílias camponesas.
-Anunciamos a organização dos camponeses e camponesas em Movimentos Sociais.
-Anunciamos a boa colheita que realizamos neste ano.
           
*Canto de louvor: Nossa alegria é saber que um dia, todo este povo se libertará, ....

*Oração: Deus pai e mãe, criador da vida, dai-nos força e coragem pára continuarmos produzindo firmes e com saúde a mãe terra.Missão delegada a nós por Deus.

*Leitura bíblica: (Ex 1, 8-14) “A opressão paralisa o povo”.
Esta leitura do êxodo narra a passagem do povo de Deus pela opressão do Faraó.Se voltarmos para a nossa realidade, nosso povo (especialmente agricultores ), passa por uma profunda opressão.Mas o povo resiste assim como os camponeses lutam para resistirem as injustiças impostas pelos Faraós de hoje (...).

*Canto: Entrada da bíblia em procissão – “A palavra de Deus vem chegando vem, ....”.

*Evangelho: (Mt 7, 15-20) “Cuidado com as falsas promessas”.
O Evangelho de Mateus vem fazer uma alerta ao povo “Cuidado com as falsas promessas”.Cuidado do Lobo que vem vestido de cordeiro.Se olharmos atualmente podemos tentar identificar o falso profeta, que está vestido de cordeiro sobre tudo na atual conjuntura há muitos lobos que enganam os agricultores e agricultoras.

*Partilha da palavra: privilegiar um momento bom para debate e trocas de idéias e a luz da Palavra de Deus apontar os problemas e alternativas que podemos construir.

*Oferendas: Procissão dos pães para a partilha.Bênção e partilha do pão trazido pelos participantes.

*Compromisso assumido: Motivar a comunidade a assumir compromissos comuns;
Neste dia gostaríamos de assumir alguns compromissos que possam melhorar a nossa vida como agricultores e agricultoras.
Nos comprometemos a denunciar toda e qualquer injustiça contra famílias de agricultores e agricultoras de nossa comunidade.
Desenvolver uma experiência concreta de sementes crioulas e agroecologia em nossa comunidade.
Cuidar de nossas águas (colocar a proposta das cisternas como alternativa ).
           
*Bênção: O Senhor Deus pai nos abençoe e proteja, esteja em nossa frente para guiar, ao nosso lado para proteger, atrás para resguardar e acima para nos abençoar.Deus pai e mãe abençoes nossas famílias de agricultores e agricultoras e dê força para que continuem caminhando.Ele que é pai, filho e Espírito Santo.Amém.

*Canto: Somos gente nova, vivendo o amor, somos povo semente da nova nação, ê ê...

Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul 
CPT-RS

Agricultores e agricultoras - Milênios de existência

Neste mês queremos dedicar uma página especial aqueles e aquelas que praticam uma das atividades mais antigas do planeta. A arte de cultivar a terra e produzir alimentos. A arte de fazer agricultura é desenvolvida a mais de 12.000 anos e tem como protagonistas desta história, o agricultor e a agricultora. 
Embora tão antiga, a agricultura continua importante e atual quanto o instante em que foi descoberta, do mesmo modo como os agricultores e agricultoras continuam desempenhando este ofício com responsabilidade e sabedoria.
Para termos uma noção da importância dos pequenos agricultores em nosso país, acompanhamos o quadro com dados da produção (alguns itens), segundo fontes do Censo Agropecuário do IBGE – 1995/6 Org.Oliveira, A.U.

Brasil – Distribuição do volume de produção.
  Produtos
Pequena propriedade
Média propriedade
Grande propriedade
Milho em grão
Feijão(1ª,2ª e 3ª safras)
Soja em grão
Trigo em grão
Leite
Uva para vinho
Suínos
Banana
Fumo em folha
54,4%
78,5

34,4
60,6
71,5
97,0
87,3
85,4 %
99,5
34,8%
16,9

43,7
35,2
26,6
3,0
11
13,6%
0,5
10,8%
4,6

21,9
4,2
1,9
zero
1,7
1,0%
zero
Este quadro prova que a maior percentagem dos alimentos que chegam até a mesa dos brasileiros, são produzidos nas pequenas e médias propriedades brasileiras.

Basta olhares para a realidade dos pequenos agricultores de sua cidade e verás a situação que estão submetidos e logo perceberás que eles estão sendo severamente excluídos encontrando-se em situação muito difícil, fruto de uma agricultura de morte que envenena a natureza e o próprio agricultor, submetidos ao controle de algumas grandes empresas multinacionais que detém o controle e ficam com o lucro.

Apesar de toda esta situação os camponeses se organizam e buscam saídas.

A força dos camponeses está na produção de alimentos. É próprio dos camponeses e camponesas saberem fazer de tudo, entender de carpintaria, ser pedreiro, fazer cabos para ferramentas, domar animais, inventar ferramentas, fazer a farinha e o pão, o queijo, produzir as próprias sementes, conhecer a natureza, enfim,  produzir uma vasta lista de alimentos na propriedade transformando-a em um celeiro de produção de alimentos, legado herdado dos antepassados e que normalmente deve ser transmitido a seus filhos e filhas.
Esta característica mantém os camponeses fortes. Dificilmente pegamos os agricultores de surpresa, sem comida em casa, se isto acontecer é por que algo está errado.
A força dos pequenos agricultores e agricultoras está na sabedoria de produzir os próprios alimentos, nas técnicas próprias de produzir sementes também próprias, na criatividade e na própria capacidade de tocar em frente a propriedade de forma independente. Mas principalmente a força camponesa está na união. Sozinhos somos fracos, mas unidos somos fortes.

Oldi fala sobre o dia do agricultor e da agricultora

Para Oldi o significado do Dia do Agricultor e Agricultora – “Tem sentido para resgatar a história dos pequenos agricultores e agriculturas, sua importância e valor para o mundo. Chamo atenção para que eles se dêem conta de que são muito importantes, especialmente por que o que produzem é de suma importância para todos e todas neste país e planeta. É de interesse de todo o mundo, a final sem alimento ninguém vive”.
“Não é um dia apenas de festa e de comemorações, mas também de celebrar a vida, as conquistas e arregaçar as mangas e ir para a luta, sobre tudo quando a conjuntura aperta como está hoje”.

A situação dos pequenos agricultores e agricultoras – “A conjuntura não favorece os pequenos em geral, especialmente agricultores, e isto não é nenhuma novidade. Pode perguntar para qualquer agricultor e ele saberá dizer onde está errado, onde está o problema. Desde muito tempo a conjuntura favorece apenas os grandes. É um absurdo que uma família de agricultores trabalhe tanto, não consegue vender a produção e muito menos decide o preço do quilo de feijão, do leite, da arroba de fumo,..etc. Não bastasse isso ainda querem mexer na Previdência dos agricultores, ou seja, estão achando que os agricultores se aposentam muito novos e o custo para os cofres públicos é muito alto e por isso querem, que a mulher da roça se aposente com 60 anos e o homem com 65 anos. Atualmente a mulher agricultora se aposenta aos 55 e o homem aos 60, não queremos que mexam nisso. Mas para que não mexam temos que botar os pés na estrada, ir para Brasília, nos mobilizar ou do contrário eles mexerão.”

Tem saída esta situação?
“Depende de nossa força, se nos unirmos e enfrentarmos encontraremos saídas. Agora se esperarmos de braços cruzados ou ficarmos chorando em volta do fogão, reclamando que ta ruim, e não sairmos de casa para se mobilizar, aí realmente estaremos em um beco sem saídas. Eu acredito que os movimentos sociais organizados irão fazer a mudança, mas para isso é preciso reunir cada vez mais agricultores e agricultoras para que a luta seja mais forte e as conquistas venham logo. Não espere pelos Sindicatos de Trabalhadores Rurais eles estão bem acomodados, não farão mais nada do que manter as estruturas e não nos representam mais, infelizmente.”

Para finalizar – “Agricultores e agricultoras acreditem nas próprias forças, e se juntem aos movimentos sociais populares. Garanta a produção primeiro para o auto-consumo de tua família, produza a própria semente, participe de feiras livres e opte pela produção agroecológica e diversificada. Invista na juventude, nos próprios filhos.”

Comissão Pastoral da Terra do Rio Grande do Sul 
CPT-RS

terça-feira, 2 de junho de 2015

Reforma Agraria como fator para superação das desigualdades sociais

A Comissão Pastoral da Terra – CPT/ RS juntamente com o Conselho Missionario Indigenista – CIMI Sul promove no dia 08 de junho Seminário Estadual “Igreja e Reforma Agraria” com objetivo de discutir a importância da questão agrária “como fator para superação das desigualdades sociais”. 
Lembrando papa Francisco aos movimentos populares, em outubro/2014, quando o pontífice recorreu à Doutrina Social da Igreja e afirmou que “a reforma agrária torna-se por conseguinte, além de uma necessidade política, uma obrigação moral”; o Seminário torna- se ocasião de representantes de movimentos sociais e entidades que atuam na mobilização pela reforma agrária aprofundarem interpretações, debateram propostas para enfrentar os desafios econômicos e sociais do campo e consolidar, espaços de debate e diálogo sobre os direitos dos povos indígenas, quilombolas e dos pequenos agricultores no Rio Grande do Sul.
O encontro também conta com a parceria da Escola Superior de Teologia Franciscana – ESTEF, local que acolherá os participantes.

Programação:
8h – Credenciamento
8h30 -  Abertura – realizada pelo povo indígena
9h – Roda de Conversa (mediadores: Comissão Pastoral da Terra e CIMI)
“A posição da Igreja quanto a Reforma Agraria a partir do Doc. 101 CNBB” – Wilson Dalagnol
“A presença feminina na construção da reforma agraria” – MMC
 “Celebrar os frutos da Reforma Agraria” - Antonio  Prestes Braga, Agroecologo – MST
 “As Comunidades Indígenas  na luta pela Reforma Agraria.” CIMI
“As comunidades Quilombolas na luta pela Reforma Agraria” - Vera Regina Santos Triumpho  
“O direito à Reforma Agraria” – Jacques Affonsin
“Os desafios para o diálogo com os segmentos afetados pelas demarcações de terras indígenas e quilombolas” – Sergio Görgen
12h – intervalo para almoço
13h30 – Compromissos diante dessa realidade e partilha de propostas
17h encerramento – realizado pelo povo quilombola



INCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: 
cptdors@gmail.com ou cptrs@portweb.com ou (54) 9912 5146 com Simonne
  
ENDEREÇO ESTEF: 
Rua Tomás Edson, 212 - Partenon, Porto Alegre, Rio Grande do Sul 

Para ir de ÔNIBUS – da Rodoviária de Porto Alegre -  Linha 255 “Caldre Fião”, descer em frente a Escola Rainha do Brasil, caminhar duas quadras pela Tomas Edson. (as partidas da Rodoviária de Porto Alegre são a partir de 5h57min, com intervalos de 30 minutos entre as viagens, o custo da passagem é de R$3,25)

Não há custos com inscrição. Cada participante se responsabiliza pelas despesas com alimentação e deslocamento.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Encontro de Sementes Crioulas de Arroio do Meio alcança sua 8ª edição

Desde 2008, Arroio do Meio realiza encontros anuais das sementes crioulas. São convidados a participar todos aqueles que buscam resgatar sementes, ajudando na preservação e tirando proveito da superioridade alimentar e da rusticidade delas.

Estamos te convidando para o 8º Encontro de Sementes Crioulas de Arroio do Meio que irá ocorrer no próximo dia 28 de maio de 2015, quinta-feira no Salão Paroquial da Comunidade Católica de Arroio do Meio. O horário é das 13:30 às 16 h, com recepção a partir das 13h e o tema será “a importância dos insetos polinizadores”.

Para termos sementes, é necessário que haja polinização das flores e, para a maioria das espécies, isso só acontece com a ajuda dos insetos. Dentre os agentes polinizadores, as abelhas nativas têm um papel destacado e sobre este assunto a Engª Agrônoma Andréia Binz, da Emater de Lajeado e da Associação dos Meliponicultores fará uma abordagem. Ao final, haverá degustação de mel para os interessados.

O encontro é um importante momento de trocas e, portanto, os participantes são convidados a trazer sementes e mudas crioulas para trocar. Também é um momento de confraternização e partilha e, assim, pedimos que se traga de casa alimentos saudáveis, receitas e experiências para repartir.

A promoção é do Grupo dos Agricultores Ecologistas de Forqueta, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Comissão Pastoral da Terra, Comunidades Católica e Evangélica de Confissão Luterana, Secretaria Municipal da Agricultura e Emater. O evento conta com o apoio da Articulação de Agroecologia do Vale do Taquari e faz parte das comemorações da Semana Brasileira do Alimento Orgânico.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Comissão Pastoral da Terra - RS e CIMI-Sul discutem a Reforma Agraria como fator para superação das desigualdades sociais

A Comissão Pastoral da Terra – CPT/ RS juntamente com o Conselho Indigenista Missionário - Regional Sul, promove no dia 08 de junho de 2015 Seminário Estadual Igreja e Reforma Agraria com objetivo de discutir a importância da questão agrária “como fator para superação das desigualdades sociais”. 
Lembrando papa Francisco aos movimentos populares, em outubro/2014, quando o pontífice recorreu à Doutrina Social da Igreja e afirmou que “a reforma agrária torna-se por conseguinte, além de uma necessidade política, uma obrigação moral”; o Seminário torna- se ocasião de representantes de movimentos sociais e entidades que atuam na mobilização pela reforma agrária aprofundarem interpretações, debaterem propostas para enfrentar os desafios econômicos e sociais do campo e consolidar, espaços de debate e diálogo sobre os direitos dos povos indígenas, quilombolas e dos pequenos agricultores no Rio Grande do Sul.
O encontro também conta com a parceria da Escola Superior de Teologia Franciscana – ESTEF.  

Programação:
8h – Credenciamento
8h30 - Abertura – realizada pelo povo indígena 
9h – Roda de Conversa
Mediadores: Comissão Pastoral da Terra e CIMI Sul
“A posição da Igreja quanto a Reforma Agraria a partir do Doc. 101 CNBB” – Wilson Dalagnol
“A presença feminina na construção da reforma agraria” – Movimento de Mulheres Camponesas
“Os desafios para o diálogo com os segmentos afetados pelas demarcações de terras indígenas e quilombolas” – Sergio Görgen
“Celebrar os frutos da Reforma Agraria” - Antonio  Prestes Braga, Agroecologo – MST
“O direito à Reforma Agraria” – Jacques Affonsin
“As Comunidades Indígenas e Quilombolas na luta pela Reforma Agraria.” CIMI
12h – intervalo para almoço
13h30 – Compromissos diante dessa realidade e partilha de propostas
17h encerramento – realizado pelo povo quilombola

INCRIÇÕES: cptdors@gmail.com ou cptrs@portweb.com.br
LOCAL: ESTEF - Rua Tomás Edson, 212 - Partenon, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
INFORMAÇÕES:  www.cptdors.blogspot.com.br



quarta-feira, 29 de abril de 2015

É chegada a hora, um novo jeito de pescar brota da vida do povo

 Por Andrei Thomaz Oss-Emer*

“Jesus andava à beira do mar da Galiléia, quando viu dois irmãos: Simão, também chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam jogando a rede no mar, pois eram pescadores.  Jesus disse para eles: ‘Sigam-me, e eu farei de vocês pescadores de homens’.  Eles deixaram imediatamente as redes, e seguiram a Jesus. Indo mais adiante, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca com seu pai Zebedeu, consertando as redes. E Jesus os chamou. Eles deixaram imediatamente a barca e o pai, e seguiram a Jesus.” (Mt 4, 18-21).

Carinhosamente chamada de “Mar de Dentro”, a Laguna dos Patos é uma porção de águas do sul do estado do Rio Grande do Sul. “Mar de Dentro” é uma maneira carinhosa que se encontrou para nomear esse mar, às vezes doce das águas dos rios que nele desaguam, às vezes salgado, da água do oceano que entra quando os níveis dos rios são baixos, e trazem consigo a fartura de peixes (como a tainha), do camarão, do siri e de tantas outras espécies. Semelhantemente à galileia ali habitam povos que sobrevivem da pesca extrativista, são gente trabalhadora, gente que não tem medo de enfrentar os perigos do mar, são rostos que às vezes me recordam André e Pedro, Tiago e João. São rostos sofridos, marcados pela dor da vida, muitos já cansados das ilusões, que apesar dos mais de dois mil anos que os separam, são tão semelhantes às dores do povo do Mar da Galiléia. Ali, na beira do Mar de Dentro, existe um povoado, que já não é tão pequeno quanto o povoado de Cafarnaum, ali já habitam por volta de 5 mil habitantes, a maioria pescadores, outros tantos comerciantes. Um povo trabalhador e sofredor, que há três anos vê suas redes voltarem vazias da pesca, pois a lagoa já não “salga” no tempo certo, e não há pesca. As espécies que povoam a lagoa são as provenientes do oceano, nos tempos em que a água salgada entra. Na água doce, a maioria das espécies já estão ameaçadas de extinção, haja visto que todo o esgoto da capital do Estado, Porto Alegre, bem como de sua região metropolitana, e da maior parte do estado desaguam na Lagoa matando milhares de peixes e animais aquáticos. Para muitos deles, hoje já não se vê peixe morto, porque a maioria já morreu pela poluição. As fazendas produtoras de arroz, ao secarem seus campos, fazem com que a água, com altos níveis de agrotóxico continue matando milhares de animais que outrora eram parte do ecossistema da Lagoa.

Ali, na colônia Z3, pertencente ao município de Pelotas, no Estado do Rio Grande do Sul, existe um povo, parcela do povo de Deus. Que acredita que um novo projeto popular pode dar certo, esse povo, apesar de amar o mar e suas dificuldades, entende que é preciso pescar diferente, é preciso estabelecer nova forma de viver em comunidade, a partir da dignidade humana, promovendo vida em abundância. Esse povo, que vive oprimido, na beira da lagoa, entre a água e um latifúndio de mais de 8.300 hectares, herança das sesmarias, parte de uma estrutura fundiária arcaica de manutenção do poder capitalista. Motivados pela esperança em dias melhores, esse povo ocupou tal latifúndio, a fazenda Santana, para que aquela fazenda fosse um assentamento da reforma agrária popular. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra colaborou na primeira ocupação, desde então a luta tem sido constante, o acampamento já precisou mudar de lugar quatro vezes em menos de um ano, e o processo de desapropriação das terras parece cada vez mais demorado.

Cada vez que um pescador lanceia a rede e esta volta vazia, pois não há mais peixe na lagoa, percebe-se a dor daqueles que não têm sequer o básico para sobreviver. A esperança pela Terra Prometida não se apaga, apesar de que muitas das famílias que ali estão ainda não compreendem a desapropriação da fazenda como uma luta justa, em favor da dignidade humana. O poder religioso está fortemente vinculado com as proprietárias do latifúndio, e o legitima, o que faz com que as famílias Sem Terra, sintam que nem Deus está do seu lado. A criação de peixe em cativeiro, e a reprodução de espécies em tanques para o repovoamento da lagoa parece ser a melhor alternativa, mas o apoio não passa de palavras. Apesar de não haver mais pesca na lagoa, os pescadores não acreditam que a fazenda pode ser desapropriada. A negociação entre o Incra e as proprietárias não parece ser tranquila e muitas vezes o povo cansa de lutar.

Ainda assim é necessário pescar, é necessário arriscar mesmo não tendo certeza de que se trará o fruto do trabalho, é necessário avançar para as águas profundas, apesar da pesca parecer custosa. É necessário também ter a coragem de denunciar o sistema que oprime o povo e desune a classe trabalhadora. O Capitalismo, com toda a sua perversidade, continua convencendo nosso povo de que o melhor é esperar que a Tainha venha, de onde já não vem. É urgente e necessário anunciar uma nova sociedade, que só será construída quando não houver mais o latifúndio que explora a vida do povo. É urgente anunciar que um projeto de reforma agrária popular é necessário, também para o povo do mar. Esse acampamento, o primeiro de pescadores e pescadoras da história do MST, é sinal de vida, é sinal de esperança. Lutemos e apoiemos juntos essa causa, por Terra para todos e todas, por vida na Lagoa, por vida para o povo!

*Acadêmico em Filosofia pela Universidade Federal de Pelotas, agente da Juventude Cáritas de ação Social, e apoiador da Comissão Pastoral da Terra.